summary_large_image
Director de Informação
Editorial: Um ataque cibernético a abrir e quase um terrorista a fechar
A semana que começou com um ataque à Vodafone, quase terminava em tragédia na Universidade de Lisboa. Mas tudo acabou bem.
11 Fev 2022, 18:30

A eurorregião portuguesa teve uma semana com alguns sustos. Abriu com um ataque cibernético à Vodafone que deixou 4 milhões de clientes sem serviço de televisão, afetando as comunicações, incluindo alguns serviços de emergência. E fechou com a detenção de um alegado terrorista que estaria a planear um ataque à Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Não fosse a ação imediata do FBI (pasme-se) e da Polícia Judiciária (muito bem), a semana estaria a fechar com uma desgraça em solo Português. Felizmente, não aconteceu.

Mas vamos às boas noticias. O que está para a acontecer de bom é a construção da linha para o comboio de alta velocidade. De acordo com Vitor Rodrigues, presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia, o TGV terá uma estação em Gaia já em 2026, com dotação de 900ME apoiados por fundos comunitários.

Por falar em fundos, os Açores querem alterar a repartição e canalização de fundos previstos no seu Programa Operacional (POA). O novo POA2030 prevê uma dotação de 450ME, um aumento de 39%, face aos 344 milhões projetados no POA2020. A questão aqui é que a oposição está a criticar a decisão de o executivo direcionar a verba de 125 milhões de euros, prevista no PRR, para o Banco Português de Fomento, afirmando que com a medida, “a região abdicou do poder de decisão sobre uma verba que era sua”. Apesar de mostrar disponibilidade para rever o Programa Operacional com a oposição, o Governo dos Açores nunca chegou a explicar porque terá “aberto mão dessa verba”.

Ainda no que diz respeito a financiamento, nesta semana, ficamos a conhecer que há quatro investigadores portugueses, entre os 166 investigadores europeus, que vão beneficiar de bolsas de investigação europeias. Dos quase 25 milhões de euros, 600 mil serão distribuídos por quatro projetos nacionais.

Também nesta semana, ficámos a saber que a Comissão Europeia reviu em alta a economia portuguesa. Bruxelas projeta que o PIB português recupere, prevendo um crescimento de 5,5% em 2022 e de 2,6% em 2023. Outro relatório divulgado pela CE, diz respeito à coesão e mostra que as diferenças entre as regiões da União Europeia estão a diminuir.

As boas notícias não se ficam por aqui, o município de Alenquer, mais propriamente a Proteção Civil local, foi premiada com a 1.ª Edição do “Prémio de Reconhecimento de Boas Práticas Locais de Promoção de Resiliência”. Este prémio atribuído pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) tem como finalidade reconhecer publicamente as iniciativas que promovem boas práticas, desenvolvidas por freguesias, municípios, ou entidades intermunicipais.

A Proteção Civil de Alenquer tem uma plataforma eletrónica interna com os contactos dos cidadãos mais vulneráveis. Sempre que precisem de ajuda, a plataforma identifica de imediato a vulnerabilidade dessa pessoa, bem como a sua localização, nome e etc. Dessa forma será mais fácil prestar o devido auxilio. “Sozinhos, mas protegidos”, é uma iniciativa da Proteção Civil de Alenquer.

Para terminar, a Maria João Silva conversou em exclusivo com o presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar sobre a falta de médicos de família. “O que leva ao desânimo dos médicos de família é, precisamente, a falta de reconhecimento, a falta de estímulo pelas estruturas de saúde”, desabafou o responsável pelos médicos de família em Portugal.

  Comentários