07 Mar 2022, 14:00 Na semana passada, a Netflix fez manchete em Portugal por ter sido autorizado pela Câmara Municipal de Lisboa uma série de filmagens hollywoodescas em alguns bairros da baixa e pelo “desespero” demonstrado pela junta de freguesia que achava tal encenação perturbadora do descanso dos moradores.
O EuroRegião foi à baixa falar com os moradores para tentar perceber o que achavam sobre as filmagens e descobriu que, afinal, não estão preocupados com o barulho. De acordo com a comissão de moradores, a posição da junta é “exagerada” e “precipitada”.
A GUERRA na Ucrânia – em maiúsculas porque sim, é uma guerra e não uma “operação militar especial”, como alega o Kremlin – já vai no 12º dia. As tropas russas continuam a avançar pela Ucrânia adentro causando destruição, mortes e refugiados, milhares de refugiados. Os países vizinhos têm feito esforços para agilizar a chegada de quem foge das zonas de conflito tanto para os acomodar como para servirem de plataforma de passagem.
A onda de solidariedade por toda a Europa tem sido enorme, inclusive em Portugal, onde a comunidade ucraniana é grande. A ministra, Mariana Vieira da Silva, revelou que Portugal tem “disponibilidade para receber cerca de mil refugiados da Ucrânia“. Trinta já chegaram no autocarro que saiu de Braga, na quinta-feira (03.03). A capital do Minho fez saber que consegue acomodar “200 refugiados no imediato”. Outros municípios do país também já colocaram em ação planos de apoio a cidadãos ucranianos.
O conflito na Ucrânia está também a causar enorme preocupação no que diz respeito ao fornecimento de energia à Europa. O velho continente sempre esteve muito dependente do fornecimento de gás e petróleo proveniente da Rússia e, por essa razão, já se esperava que as sanções económicas tivessem um efeito reversivo. O custo dos combustíveis aumentou a partir desta segunda-feira (o trigo e os cereais também deverão aumentar).
Assim, a Europa tem de se tornar autossuficiente em termos energéticos. O Fórum para a Competitividade acredita que Portugal tem condições para contribuir para a independência energética na União Europeia, “quer na produção de energia de base renovável para exportação, quer como porta de entrada de gás liquefeito por Sines”.
Por falar em aumentos, o preço das casas também continua a aumentar. Em Lisboa os preços por metro quadrado ultrapassam os cinco mil euros, chegando mesmo a atingir os seis mil. É o caso da Quinta do Ferro, um bairro degradado que “contrasta entre a riqueza do turismo e a miséria” de quem ainda vive em carrinhas abandonadas ou casas de lata.
A reabilitação do bairro tem estado envolta de polémica. Os moradores queixam-se que, em vez de verem o bairro reabilitado, recebem “intimações da Câmara” para fazerem obras de reabilitação ou “pagam coimas superiores a 100 mil euros”, contam. O atual presidente da Câmara já visitou o local e prometeu rever o processo já que vinha do anterior executivo.
Por falar em polémica, em Vila do Conde, o atual executivo da Câmara Municipal, liderado por Vítor Costa, tem vindo a denunciar irregularidades que terão ficado do tempo da ex-presidente, Elisa Ferraz. A ex-autarca respondeu ao EuroRegião desafiando o atual presidente a apresentar provas de todas as acusações.
Em Coimbra, a Universidade celebrou 732 anos de existência. No âmbito das celebrações, o reitor demonstrou a disponibilidade da instituição em receber estudantes ucranianos e deu a António Guterres, o Prémio Universidade de Coimbra no valor de 25 mil euros. O secretário-geral da ONU doou o dinheiro a uma instituição local que se dedica a receber e a apoiar estudantes.
A fechar a semana, uma nota para a Junta de Freguesia de Vila Nova do Ceira que inaugurou os Passadiços do Cerro da Candosa, na semana passada, sem a ajuda da Europa. Para ouvir em: Podcast.

Deixe um comentário
Tem de iniciar a sessão para publicar um comentário.