METRO DE LISBOA AVANÇA COM ÚLTIMA EMPREITADA PARA A LINHA CIRCULAR
Apesar da contestação da Assembleia Municipal, vão arrancar as obras para os dois viadutos no Campo Grande, inviabilizando a proposta de Moedas para a linha em laço.
Redação
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23 de Dezembro 2021, 16:00
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O Metropolitano de Lisboa anunciou esta quarta-feira (22/12) a assinatura do auto de consignação dos trabalhos de construção para os dois viadutos no Campo Grande previstos no projeto para a linha circular. Era a última das três empreitadas que faltava consignar no projeto e inviabiliza a solução em laço proposta por Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa.

“O auto de consignação dos trabalhos foi assinado hoje com o Empreiteiro, Teixeira Duarte – Somafel – Viadutos do Campo Grande, ACE e tem como objeto a construção de dois novos viadutos sobre a Rua Cipriano Dourado e sobre a Av. Padre Cruz, na zona do Campo Grande, prevendo ainda a ampliação da estação do Campo Grande para Nascente,” informa o Metro em comunicado.

Segundo a mesma nota, o contrato foi celebrado a 3 de novembro de 2020, e a empreitada terá um custo de 19,5 milhões de euros (mais IVA).

“O Plano de Expansão do Metro de Lisboa prevê o prolongamento da linha em mais dois quilómetros de rede. A obra vai ligar o Rato ao Cais do Sodré com duas novas estações: Estrela (localizada em frente à Basílica da Estrela) e Santos (na zona poente do quarteirão definido pela Av. D. Carlos I, Rua das Francesinhas, Rua dos Industriais e Travessa do Pasteleiro),” explica a empresa.

A nova Linha Amarela vai seguir do Campo Grande para Telheiras, enquanto a Linha Verde vai formar “um anel circular no centro de Lisboa”, avançando de Telheiras para a Cidade Universitária. Os viadutos devem ficar prontos no fim de 2023, mas a linha só será inaugurada no ano seguinte.

Em novembro, a Câmara de Lisboa aprovou a moção dos vereadores do Partido Comunista, para a “suspensão de todo o processo relativo à construção da Linha Circular” do Metro de Lisboa, com os votos a favor do PSD, CDS, PCP e BE, por discordarem das vantagens do projeto escolhido, mas o Governo decidiu não recuar.

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