O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) afirma que 11% do território nacional, situado no litoral alentejano e Algarve, está em situação de seca extrema e que, para reverter a situação de seca em Fevereiro, “seria necessário que nas regiões do Norte e Centro ocorressem quantidades de precipitação superiores a 200/250 mm e na região Sul superiores a 150 mm, situação que somente ocorre em 20% dos anos”, explicou.
Segundo a mesma fonte, durante o passado mês de dezembro, houve “um aumento significativo da área e da intensidade da situação de seca, estando todo o território em seca, com 1% em seca fraca, 54% em seca moderada, 34% em seca severa e 11% em seca extrema”.
O IPMA realça que a situação ainda não é tão grave como a que foi verificada em 2005, ano em que registou a pior seca de Portugal, no entanto, a mesma entidade destaca que “desde o início do corrente ano hidrológico (Outubro de 2021) que se regista no território valores de precipitação inferiores ao valor normal (1971-2000), sendo de salientar os meses de Novembro e Janeiro (até dia 25) muito secos”.
No Alentejo, o distrito de Beja deve chegar ao nível de seca extrema durante o mês de fevereiro, segundo o índice de seca de Palmer, (PDSI).
