A aldeia de Aceredo, no município de Lóbios (Ourense, Galiza) voltou a emergir, há cerca de três meses, na albufeira da barragem do Alto Lindoso, depois de mais de 30 anos submersa devido à construção da barragem no rio Lima, entre Ponte da Barca e Lóbios.
Neste momento, segundo dados da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), revelados a 17 de janeiro, os recursos hídricos da albufeira de Alto Lindoso atingiram mínimos históricos – 14%. Algo confirmado pelo estudo do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que concluiu que não se verificava um período de seca tão extrema em Portugal desde 2005.
O presidente da Câmara de Ponte da Barca, Augusto Marinho, em declarações ao Público, admite que “nunca tinha visto a albufeira assim tão baixa” e que “a situação gera alguma preocupação”. O autarca explicou que já tinha questionado a EDP e a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), “há uns meses”, devido ao nível de água estar anormalmente baixo, e disseram-lhe que “queriam criar um ‘encaixe’ para o Inverno – que, vê-se agora, não está a ser chuvoso” e que “a REN solicitou uma maior produção de energia elétrica – ao turbinar a água – por causa do aumento do custo do gás”.
Apesar das explicações, Augusto Marinho admite estar preocupado com “os limites definidos no contrato de concessão”, uma vez que, “do ponto de vista económico não há desaproveitamento da água, mas é possível que isto cause problemas ambientais”.
Já a EDP garantiu ao Público que “apesar dos níveis reduzidos, a albufeira tem estado sempre acima dos níveis mínimos de exploração definidos nos contratos de concessão – estando neste momento cerca de 9 metros acima desse nível mínimo”.
