São Jorge diz não ter sido consultada nas Agências Mobilizadoras do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Segundo o órgão local, apenas as restantes ilhas do arquipélago estiveram presentes na discussão relativa à distribuição de fundos provenientes do PRR.
“Os empresários jorgenses subsistem sós, ao abandono das entidades com responsabilidade na região autónoma e deixados à sua sorte para promover o seu desenvolvimento. Das notícias tornadas públicas, (sobre o PRR), o que sobressai de forma clara, é que foram apenas consultadas as câmaras do comércio de três ilhas”, refere a direção da Câmara de Comércio de São Jorge, em nota de imprensa.
Segundo a Câmara de Comércio de São Jorge, o “mais recente episódio, relativo às Agendas Mobilizadoras, vem reforçar as reivindicações dos empresários jorgenses, de tornar efetiva a necessidade de consulta e atenção do Governo Regional dos Açores a todas as ilhas, não apenas às antigas capitais de distrito”, refere.
Na visão dos empresários da região, apesar de ter havido um investimento dos sistemas de transportes aéreos e marítimos, “a ilha de São Jorge foi abandonada pelas entidades com responsabilidade governativa desta região autónoma”, destacam.
A Câmara de Comércio de São Jorge afirma que existe uma clara preferência pelas ilhas de Ponta Delgada, Angra do Heroísmo e Horta por parte do Governo Regional que, de acordo com o órgão, argumentou que “não escolheu empresas, mas declarando sem qualquer constrangimento que escolheu ilhas, ignorando outras”, realça.
A região reforça o apelo para que “sejam todos parte integrante do desenvolvimento açoriano, equitativo e transversal”.
