Apesar de pertencer à União Europeia, a Roménia não está na moeda única nem integra o espaço transfronteiriço comum europeu, o Espaço Schengen. Na visita a Bucareste, o primeiro-ministro, António Costa, defendeu a adesão da Roménia à livre circulação na Europa.
“Somos plenos apoiantes da adesão da Roménia ao espaço Schengen. Essa integração no espaço Schengen facilitará seguramente a circulação dos romenos em direção a Portugal, dos romenos residentes em Portugal na vinda ao seu país e o intercâmbio entre os dois povos”, afirmou Costa, na conferência de imprensa após se ter reunido com o seu homólogo romeno, Nicolae Ciucâ, e com os ministros da defesa para renovarem o acordo de cooperação militar, firmado em 1995, entre os dois países.
Cooperação na execução do PRR
António Costa foi à Roménia para visitar as tropas portuguesas destacadas na Base Militar de Caracal, uma base NATO.
Na #Roménia, onde visitarei amanhã o Contingente Português aqui em missão no âmbito da @NATO, venho reiterar que #Portugal está desde a primeira hora com os Aliados e respondeu prontamente ao que nos foi solicitado. pic.twitter.com/z8y7npW9TL
— António Costa (@antoniocostapm) May 18, 2022
Mas não deixou de procurar outros acordos. Segundo o primeiro-ministro, foram identificados novos domínios de cooperação nas áreas da economia e da energia com a Roménia. “As oportunidades que os PRR abrem aos dois países oferecem também oportunidades de trabalharmos em conjunto, explorando sinergias e, com isso, rentabilizarmos os apoios concedidos pela União Europeia”, sustentou Costa.
Já o seu homólogo romeno tinha demonstrado interesse na área das energias renováveis, apontado que os dois países têm “interesses em comum” no desenvolvimento de baterias, disse Ciucâ aos jornalistas. Os desafios que a Roménia enfrenta consistem na eliminação progressiva da produção de energia a partir de carvão e de lenhite e a implantação das energias renováveis, bem como a realização de investimentos e reformas nos domínios da renovação de edifícios, da modernização dos caminhos-de-ferro, da gestão da água e dos resíduos, bem como da florestação e reflorestação.
Para colocar todas estas reformas em prática, a Roménia viu o seu plano de recuperação de resiliência aprovado em outubro de 2021. O PRR romeno é de 14,2 mil milhões de euros em subvenções e 14,9 mil milhões de euros em empréstimos, nomeadamente, para digitalizar os serviços públicos do país e reforçar a resiliência do sistema de saúde.
Portugal teve o seu plano aprovado em julho de 2021, no valor de 16,4 mil milhões de euros em subvenções 2,7 mil milhões em empréstimos.
Em 2020, a União Europeia definiu um pacote global de recuperação e resiliência dos estados-membros face à Covid-19. O Mecanismo de Recuperação e Resiliência dotado com 672,5 mil milhões de euros será desembolsado através de empréstimos: 360 mil milhões de euros; e subvenções: 312,5 mil milhões de euros.
