LINHA CIRCULAR DO METRO DE LISBOA EM MARCHA-ATRÁS
Aprovadas moções do PSD e da Iniciativa Liberal para a suspensão do processo de expropriações. Bloco e PEV votaram ao lado da direita. Executivo de Fernando Medina sob fogo.
Duarte Pereira da Silva
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16 de Dezembro 2021, 18:30
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O projeto para a implementação de uma linha circular no metro de Lisboa continua em marcha-atrás. Na passada terça-feira, 14 de dezembro, foram aprovadas, em Assembleia Municipal, moções do PSD e da Iniciativa Liberal (IL) para a desocupação temporária de três imoveis e ainda a suspensão do processo de expropriações.

Luís Newton, do PSD, apresentou a moção “Expropriações do Metropolitano de Lisboa — um exemplo a não seguir”, defendendo que é “inadmissível” não ser disponibilizada mais informação sobre a desocupação dos imóveis. O deputado do PSD deixou ainda duras críticas a Miguel Graça (PS/Livre) pelo mesmo não tomar posição sobre o tema alegando falta de informação: “Nós quando não sabemos não metemos as nossas comunidades em risco”.

PS acusa partidos de aproveitamento político

Por sua vez, o Partido Socialista votou contra e, pela voz de Luís Coelho, considerou que as moções do PSD e da IL não são mais do que “uma tentativa de aproveitamento político”, referindo que os partidos em questão querem colocar na agenda “o tema da expansão das linhas do Metropolitano e da forma geométrica que elas deviam ter”.

IL fala em “abuso de poderes públicos”

Miguel Ferreira da Silva, da IL, rejeitou as acusações do PS, argumentando que a problemática em torno da linha circular não está relacionada com lutas partidárias, mas sim com “abuso de poderes públicos” pelo Metropolitano de Lisboa. O deputado da IL acusa ainda a empresa de falta de diálogo e “profunda incompetência”, exemplificando com a data para a expropriação dos imóveis (3 de janeiro), que coincide com a entrada em vigor das medidas de combate à Covid-19.

CDS aponta o dedo a Medina; BE crítica teimosia do governo e PEV refere “falta de sensibilidade”

Relativamente às posições dos outros partidos, Margarida Penedo (CDS-PP) votou a favor das duas moções, afirmando que “o Metro fez o que lhe apeteceu abusadamente e não quis saber dos cidadãos”, deixando críticas ao PS e a Fernando Medina.

A deputada do Bloco de Esquerda, Isabel Pires, que aprovou a moção do PSD e absteve-se na proposta da IL, considerou essencial que o processo de expropriações seja suspenso, acusando o governo de “teimosia” por querer avançar com a linha circular.

Quanto ao PEV, Cláudia Madeira votou a favor das moções da direita, alegando “uma grande falta de sensibilidade” na condução de todo o processo.

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