A Câmara Municipal da Covilhã prometeu “resistir até ao fim”, numa luta “persistente e continuada” contra a exploração de lítio no concelho, “pelo ambiente, pela qualidade de vida e segurança das pessoas e dos seus bens”.
Segundo a Avaliação Ambiental Estratégica (AAE), aprovada a semana passada, existem neste momento seis zonas autorizadas para a prospeção do minério, sendo que uma delas, “GUARDA-MANGUALDE C (Blocos N e S)”, abrange o concelho da Covilhã, assim como o de Belmonte, Fundão, e Guarda.
José Armando Serra dos Reis, vereador na autarquia da Covilhã com o pelouro do ambiente, explicou em declarações ao Observador que o município é contra a exploração de lítio, prevista nas duas freguesias “com os solos agrícolas mais ricos e a produção agrícola mais rica do concelho”, Peraboa e Ferro.
“Não podemos de modo algum permitir uma prospeção ou qualquer outra atividade exploratória no subsolo, precisamente nas duas freguesias onde temos os solos agrícolas mais ricos e a produção agrícola mais rica do concelho”, uma vez que a população tem “o direito de dizer o que é que é bom para o desenvolvimento do território, para a segurança e proteção das pessoas e dos seus bens, para a qualidade de vida e para a defesa e proteção do ambiente”, declarou.
Foto: Câmara Municipal da Covilhã
