A Avaliação Ambiental Estratégica (AAE), promovida pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) do Ministério do Ambiente, deu, na quarta-feira (02.02), luz verde para a exploração de lítio em seis de oito locais possíveis em território nacional.
Seixoso-Vieiros, Massueime, Guarda-Mangualde C, Guarda-Mangualde E, Guarda-Mangualde W e Guarda-Mangualde NW, são as seis áreas com luz verde para a prospeção, ficando “excluído zonas de maior densidade urbana, funcional e demográfica”.
Nos próximos 60 dias poderá avançar o “procedimento concursal para atribuição de direitos de prospeção e de pesquisa deste mineral”, refere a nota de imprensa da DGEG.
O relatório da AAE justifica ainda que “as restrições ambientais” na Serra d’Arga, no Alto Minho, referem-se à classificação de Área Protegida de Interesse Regional que está na iminência de ser oficializado e que “inibe a prospeção e consequente exploração, ficando assim fora do objeto do futuro concurso”, refere a mesma nota. No caso de Segura, em Idanha-a-Nova, a prevista redefinição de limites da Zona de Proteção Especial do Tejo Internacional conduziu à sua exclusão.
Quinto maior produtor de Lítio
Há muito tempo que o lítio entrou no quotidiano através dos equipamentos eletrónicos portáteis, mas é a transição energética na indústria automóvel que está a dar especial interesse por este metal que flutua. O lítio tem cerca de metade da densidade da água e, de acordo com o Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores, “foi gerado no Big Bang, juntamente com o hidrogénio e o hélio”. Segundo a OVGA, “Portugal é o quinto maior produtor mundial deste metal”.
O estudo prévio efetuado pela AAE diz que “foi possível identificar várias antigas explorações de estanho, tungsténio, urânio, lítio, quartzo e feldspato. A zona que se encontra entre os blocos N e S (Guarda-Mangualde) foi bastante explorada para os metais e substâncias atrás mencionadas, dos quais se destaca o lítio”, garante.
Depois dos respetivos concursos e da prospeção, que “deverá decorrer pelas empresas num prazo máximo de cinco anos”, as mesmas poderão iniciar a exploração de lítio, caso encontrem quantidades suficientes para se avançar. Em caso afirmativo, “cada um dos projetos deve ser sujeito a Avaliação de Impacto Ambiental”, conclui a nota disponibilizada pelo Ministério do Ambiente e da Ação Climática (MAAC).
Foto: Agra de Cima/Vitor Oliveira (CC BY-SA 2.0)
