A Associação do Alojamento Local dos Açores (ALA) pediu uma reunião urgente com a Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada (CCIPD), por sentir que “ficou à margem” do relatório final do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
“A ALA solicitou à CCIPD uma reunião com caráter de urgência para discutir o Relatório da participação em reuniões de reflexão – KPMG de cativação das verbas do PRR para o turismo dos Açores”, relatou a Associação numa nota de imprensa.
Segundo declarações do presidente da direção da ALA, Rui Correia, à Lusa “houve inicialmente uma apresentação do PRR” e a Associação do Alojamento Local dos Açores “deu o seu contributo, via email, num inquérito solicitado”. “Era suposto existirem reuniões de reflexão para expor as ideias, mas tal nunca aconteceu connosco e, para nossa surpresa, o relatório foi dado por concluído”, continua.
O responsável da ALA considera “importante esclarecer cabalmente se o alojamento local será apenas considerado na promoção do destino Açores direcionado ao Nomadismo Digital (…) Mas, principalmente [é preciso] entender porque fomos excluídos dos Eixos Transversais, em especial no que concerne à sustentabilidade e às novas infraestruturas e requalificação das existentes, ao contrário de outros que foram considerados, não obstantes das suas unidades já terem sido amplamente beneficiadas com apoios na sua construção e adaptação”.
Rui Correia destacou ainda a “postura muito proativa” da associação que representa que, esclarece, “não está contra a CCIPD”.
O Presidente da ALA fez notar que já existem perto de 2.000 proprietários e gestores de alojamento local, nos Açores, e que “o alojamento local é uma franja importante do turismo nos Açores”.
“O AL nos Açores é responsável por 50% das camas disponível e 35% das dormidas nos Açores” e o relatório, “ao deixar de fora os proprietários e gestores do Alojamentos Local, que com a sua resiliência deram e dão o seu contributo na alavancagem do turismo, não tiveram a devida consideração por esta importante fatia da economia turística Regional”, lamenta.
