A OCDE divulgou hoje o relatório ‘OECD Economic Outlook’ onde reviu o crescimento económico mundial para este ano, apontando agora para 5,7% em 2021 e 4,5% em 2022.
De acordo com a organização, a evolução positiva da economia é o resultado do “rápido aumento da procura”. No entanto, vale a pena realçar que em maio, a situação económica na OCDE tinha melhorado, face a dezembro de 2020, o que fez com que fosse estimado um crescimento de 5,8% em 2021 e de 4,4% em 2022. A variante Delta é apresentada como a principal justificação do não-cumprimento dos valores previstos anteriormente.
“O PIB [Produto Interno Bruto] ultrapassou o nível pré-pandémico, mas continuam a existir diferenças entres os países, particularmente em mercados emergentes e economias em desenvolvimento, com taxas de vacinação baixas”, tal como pode se pode ler no relatório.
Em Portugal, o Conselho de Finanças Públicas (CFP) espera um crescimento económico de 4,7% este ano e 5,1% em 2022. Assim, o crescimento do PIB nacional “resulta da incorporação do contributo da aprovação do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), dos desenvolvimentos económicos a partir do 2.º trimestre de 2021 e do levantamento das restrições à atividade económica num país com uma das mais elevadas taxas de cobertura vacinal do mundo”, destaca a CFP no relatório de atualização das Perspetivas Económicas e Orçamentais 2021-2025.
No início do corrente ano, o Conselho de Finanças Públicas estimou um crescimento de 3,3% em 2021 e 4,9% em 2022.
Inflação mantém-se “relativamente baixa” no continente europeu
A inflação aumentou “bruscamente” nos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido. Na Europa, a taxa de inflação deverá atingir 2,1% este ano, mas prevê-se que em 2022 volte a atingir os 1,9%. Segundo a OCDE, a subida do preço das matérias-primas e dos custos de transporte a nível mundial explicam, em grande parte, o aumento da inflação nos países do G20, nomeadamente na Alemanha (2,9%).
A OCDE recomenda a manutenção da política orçamental expansionista e da política monetária, contudo, afirma ser necessária uma clarificação sobre a inflação e evolução das economias europeia e global.
