As escolas portuguesas vão criar mais 185 Clubes Ciência Viva em 2022. O novo aviso do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que está aberto até 25 de julho, prevê a meta como resultado das candidaturas que serão submetidas este Verão, para um financiamento total de 1,85 milhões de euros.
Como resultado da aprovação, em fevereiro, das candidaturas à primeira vaga de Clubes Ciência Viva criados no âmbito do PRR foram 462 as propostas aprovadas, num valor de 4,4 milhões de euros, que assegurou o triplicar do número de clubes existentes. Agora, o total deverá ascender, até ao final do ano, a 884.
A receita para criar um destes clubes é simples e tem como ingredientes de base o programa das várias disciplinas, a vontade dos professores e parcerias com entidades de cariz científico.
Depois, a candidatura é realizada em formulário eletrónico no site dos Clubes Ciência Viva e deverá incluir o preenchimento de vários campos descrevendo o conceito, a forma como se irá organizar e um orçamento de despesas a financiar, que será comparticipado a 100% até um total de 10 000 euros.
Os Clubes Ciência Viva compreendem um programa de intervenção de três anos, e deverão manter a sua atividade após o período de financiamento. De entre as atividades mais comuns estão experiências científicas de cariz lúdico-pedagógico, colaboração entre alunos de diferentes níveis de ensino, visitas de estudo e colaboração com autarquias, universidades e empresas.
O projeto dos clubes Ciência Viva na Escola arrancou em 2018, com o objetivo de promover a literacia científica e tecnológica, o ensino experimental das ciências, a contribuição para a inovação pedagógica e para a promoção do sucesso escolar e o fomento do acesso dos estudantes a práticas científicas. Segundo o Ministério da Educação, servem ainda como recurso para a concretização do Perfil dos Alunos à saída da escolaridade obrigatória.
Foto: Portal do Governo
