METROBUS: VIA CENTRAL EM COIMBRA JÁ TEM SOLUÇÃO
A Câmara Municipal de Coimbra e a Metro Mondego formalizam o protocolo para o arranjo urbanístico da Via Central, em Coimbra. A empreitada exige a demolição de edifícios.
Maria João Silva
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12 de Maio 2022, 16:10
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O Município de Coimbra, em parceria com a Metro do Mondego, vai demolir do do corpo tardoz da “Casa Aninhas” e execução de nova fachada no edifício remanescente para garantir o arranjo urbanístico da Via Central de Coimbra no âmbito do MetroBus.

“Será uma das mais belas paragens do ‘metrobus’. Será agora uma praça digna, desafogada, que pode orgulhar Coimbra e que permite uma boa relação de mobilidade com a Câmara Municipal, a Praça 8 de Maio e a Rua da Sofia”, descreveu o presidente da Câmara Municipal de Coimbra, José Manuel Silva.

O autarca destacou a “irrepreensível e amiga da cidade de Coimbra” da Metro Mondego, que através do diálogo corrigiu “algumas limitações do projeto anterior”, acrescentando que o protocolo “representa a demolição do corpo tardoz da Casa Aninhas, algo que desde o início se preconizava, e que depois, por circunstâncias que não interessa recordar, acabou por cair no projeto aprovado. Agora, em boa hora, foi recuperado com o entendimento de todos”.

Segundo a mesma fonte, a solução encontrada pelo município e pela Metro Mondego “é uma grande melhoria na funcionalidade, beleza e arquitetura do projeto e, obviamente, tenho de manifestar a nossa alegria e satisfação”, evidenciou. Já João Marrana, presidente do conselho de administração da Metro Mondego, o projeto vai criar uma melhor mobilidade entre Coimbra, Lousã e Miranda do Corvo.

No entanto, a iniciativa, além de exigir a demolição do corpo tardoz do edifício conhecido como Casa Aninhas e da execução de uma nova fachada no edifício remanescente, prevê ainda obras de urbanização no espaço público e a elaboração dos projetos de execução necessários para a definição detalhada das intervenções.

Assim, num prazo de seis meses a autarquia deverá tornar devoluta a parcela da Casa Aninhas, cabendo também ao município “aprovar o projeto de execução da praça” e “gerir e manter o espaço público de utilização municipal que ficará disponível no final da intervenção”.

A Metro Mondego, por sua vez, deverá “contratar a elaboração dos projetos de execução das intervenções a realizar na Casa Aninhas e na Praça, suportando os respetivos encargos; executar as obras a executar na Casa Aninhas, sejam estas de demolição ou de execução de uma nova fachada no limite da zona demolida, suportando os respetivos encargos; e executar as obras de urbanização da praça”.

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