A Confederação Empresarial da Região do Minho (Confminho) defende que a nova ligação ferroviária até Vigo vai reforçar as infraestruturas do setor dos transportes no Norte do país e potenciar a economia da região.
Segundo Luís Ceia, presidente da Confminho, “com as vias rápidas que neste momento já existem, e se colocarmos a via férrea como uma opção muito interessante, particularmente nas mercadorias, eu penso que há aqui um potencial enorme de interligação que não se resumirá só à Galiza”, disse em declarações à Lusa.
Além disso, a mesma fonte a infraestrutura poderia também ligar Portugal às Astúrias, Cantábria, Castela e Leão e até ao País Basco. “O País Basco é uma zona com uma forte componente industrial, particularmente na área da metalomecânica pesada”, defendeu.
De acordo com o presidente da Confminho, “entre Lisboa e Madrid a densidade populacional é reduzida, ou seja, não haverá grandes urbes, e praticamente o comboio não faria uma paragem, ou se faria quase que não se justificaria” e, por isso, a ligação entre o Norte do país e a Galiza passaria por “territórios que têm densidade populacional grande”, permitindo assim “a entrada das pessoas em diferentes pontos” do itinerário.
Relativamente ao trajeto da qual a empresa Arriva quer fazer parte, Luís Ceia afirma que todos teriam “a ganhar com a concretização desse novo itinerário, ainda por cima com um novo operador”, acrescentando que “se a empresa se atreveu a avançar com uma proposta desse género, é porque constatou, de facto, que há uma lacuna de mercado que pode ser coberta e até estimulada com o aparecimento dessa nova alternativa, particularmente nas mercadorias, e também nos passageiros”.
Vale a pena relembrar que, tal como o EuroRegião noticiou, a divisão espanhola da empresa de transportes Arriva vai relançar a ligação ferroviária que liga o Porto, Vigo e Corunha. Em 2018, segundo a notícia avançada pelo jornal O MINHO, a empresa pediu autorização para operar numa nova linha entre as duas cidades, num percurso de 342 quilómetros que deverá percorrer em duas horas e 46 minutos, tendo obtido a mesma no ano seguinte.
