25 Fev 2022, 18:30 Na quinta-feira, a guerra voltou ao velho continente europeu. A Rússia invadiu a Ucrânia sob o “cínico pretexto” apresentado por Vladimir Putin dizendo que iria “libertar o povo ucraniano do nazismo”?! Se há coisas que não fazem sentido, estas são algumas delas. Aliás, as guerras nunca fazem sentido, são sempre o resultado odioso que como diz Mia Couto, “fica a amadurecer no ódio da gente miúda” que as projeta.
A guerra nunca partiu, filho. As guerras são como as estações do ano: ficam suspensas, a amadurecer no ódio da gente miúda
O conflito está a deixar o mundo em suspenso por vários motivos, um deles passa pelo fornecimento de energia. A Rússia fornece 40% de gás natural à Europa, sendo a Alemanha um dos maiores recetores. No que se refere a Portugal, apenas 10% das importações de GN são provenientes deste país, pelo que “não se antevê uma potencial interrupção do fornecimento por parte da Rússia que represente uma disrupção no fornecimento de GN a Portugal”, esclareceu o Gabinete do Ministro do Ambiente e da Ação Climática (MAAC).
Nos Açores, para além das notícias que dão conta que a base das Lajes volta a ser um ponto importante para abastecimento e descanso das forças norte-americanas a caminho da Europa do Leste, o governo regional (que ainda não resolveu a dívida à Força Aérea Portuguesa) teme que “o conflito na Ucrânia crie mais dificuldades à governação, à vida económica e à sociedade” nos Açores, sobretudo pelo “aumento dos preços”, disse José Manuel Bolieiro, depois da reunião do Conselho Superior de Defesa Nacional.
“A paz na Ucrânia é a paz em Lisboa, é a paz na Europa”, disse o presidente da Câmara de Lisboa numa demonstração de solidariedade que aconteceu ontem à noite nos paços do concelho e que acontece também um pouco por todo o mundo – incluindo na própria Rússia onde as manifestações são proibidas estimando-se a prisão de mais de 1500 manifestantes até ao momento.
Em Gaia, damos conta de um projeto de mobilidade anfíbia no rio Douro que parece estar mais “encalhado” do que propriamente em navegação… Para ler, em exclusivo, no EuroRegião.

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