BEJA EM SECA SEVERA E EXTREMA
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera revelou que a seca já afeta todo o território nacional. Beja está entre os distritos mais afetados.
Maria João Silva
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21 de Fevereiro 2022, 17:00
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De acordo com o boletim climático publicado pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera, (IPMA), durante o mês de dezembro houve um agravamento significativo da situação de seca meteorológica. “As classes mais intensas (severa e extrema) ocupavam 45% do território (9% no final de Dezembro), particularmente nos distritos de Lisboa, Setúbal, Beja e Faro, mas também em extensas zonas dos distritos de Bragança, Castelo Branco, Leiria, Santarém, Évora e Portalegre”, pode ler-se no documento. 

No entanto, a severidade das condições meteorológicas que se têm vindo a sentir no território nacional são inferiores às que foram registadas em 2005, ano em que se viveu a seca mais intensa, uma vez que 75% do continente se encontrava em seca severa e extrema. Em Beja, o território encontra-se dividido: com seca extrema de Beja para Odemira e seca severa de Beja para Barrancos. 

Além disso, o mesmo boletim revelou que, durante o primeiro mês do ano, o nível de armazenamento nas albufeiras do continente era inferior ao registado nas secas das duas últimas décadas. De forma a dar resposta ao problema, foram definidas cotas de água a partir das quais outros usos podem ficar condicionados, nomeadamente a produção de energia, setor onde a  produção de hidroelectricidade nas barragens de Alto Lindoso/Touvedo, Alto Rabagão, Vilar/Tabuaço, Cabril e Castelo de Bode já foi interdita, ou a rega, uso para o qual utilização de água já foi cessada na albufeira de Bravura, no Algarve. 

Vale a pena realçar que a albufeira do Alqueva se encontrava a 79% da sua capacidade máxima, com cerca de 3,3 mil milhões de m3 de água, volume que representava, em finais de Janeiro, 56% do total da água armazenada nas albufeiras do continente. 

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