BARRAGEM DO ALQUEVA PODE SER SOLUÇÃO PARA A SECA
A ministra da agricultura e o ministro do ambiente revelaram, em conferência de imprensa, que há “80% de probabilidade” de 2022 ser um ano seco.
Redação
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2 de Fevereiro 2022, 19:30
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Tal como o Euro Região já noticiou, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera revelou que o litoral alentejano e Algarve está em situação de seca extrema. De facto, para o mês de fevereiro, não há expectativa de que chova o suficiente para inverter a situação de seca meteorológica e por isso, o uso de barragens para rega e produção de eletricidade foi restringido. 

Segundo Maria do Céu Antunes, ministra da Agricultura, o Governo já contactou a Comissão Europeia para fazer “um reforço e simplificação dos adiantamentos” de apoios aos agricultores para fazerem face à situação, uma vez que a falta de chuva provocou “custos acrescidos” aos agricultores. 

Neste momento, existem quatro barragens cuja água só é usada para produzir eletricidade durante duas horas por semana, o que garante “valores mínimos para a manutenção do sistema” e que, conciliado com a utilização dos recursos das barragens com água armazenada acima da média, como a barragem do Alqueva, permitem combater a seca. 

Apesar destas medidas, João Pedro Matos Fernandes, ministro do Ambiente e da Ação Climática, não descartou a possibilidade de serem tomadas novas medidas, como a restrição do uso da água. 

Já Francisco Palma, presidente da Associação de Agricultores do Baixo Alentejo  (AABA) referiu, em declarações ao jornal Planície, que “em relação à restrição do uso da água das barragens, evidentemente que, depende de cada uma em si”, acrescentando que no caso concreto de Alqueva, que nos diz respeito e, está mais perto de nós, relembro que a mesma faz 20 anos que fechou as comportas e garante água para às populações e para a agricultura”, explicou. 

A mesma fonte revelou que, há 15 dias, a barragem do Alqueva apresentava um nível de 79% da sua capacidade máxima, o que é uma  garantia de água durante alguns anos, mesmo que não chova. Assim, a infraestrutura pode vir a compensar o que falte em outras barragens com menos água. 

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