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Director de Informação
Editorial: Entre pandemias, debates e arruadas, os gatos já ganharam
Não obstante o elevado número de infeções, a campanha eleitoral terá corrido bem para todos, até para os animais. Resta aguardar para que lado sairá uma geringonça.
28 Jan 2022, 12:00

Foram duas semanas de campanha com grande intensidade, sobretudo no jogo das palavras.

Desde o “nazizinho” atirado a Rui Rio, a programas com “gatos escondidos”, a verdade é que o gato Zé Albino andava “desolado” com o PAN, alegadamente, por este se “aproximar ao PS”.

Mas, o que o PAN quer é “mais intervenção cidadã no debate da regionalização”. E porque a regionalização não foi um tema muito “esgalhado” durante a campanha (e muitos outros), incluímo-lo em “dois temas, duas perguntas” que enviámos a todos os partidos juntamente com outras duas sobre fundos europeus (com cheirinho a ambiente).

Depois do PAN quebrar o gelo, chegaram as respostas do MPT que, para além de manifestar total apoio pela regionalização, destaca a situação de “stress hídrico” que o país atravessa, sendo “inconcebível” para este partido que os “fundos do PRR possam ser canalizados para projetos que preveem mais 134 mil hectares de regadios”.

A CDU fez questão em lembrar que o “PS, PSD e CDS foram os principais obstáculos para a regionalização” por “introduzirem o referendo” ao processo. Ainda neste contexto, o LIVRE também concorda com a regionalização “através de eleição direta” e vai mais longe no “pingue-pongue” das palavras, ao acusar o PS e o PSD pela “farsa levada a cabo nas alegadas eleições para as CCDR”.

Já o VOLT, o último partido a responder (até ao momento, já que ainda temos umas horas até ao fim da campanha), “luta pela regionalização à semelhança do que se verifica pela Europa fora”. Para este partido, que propõe a criação de tribunais dedicados ao combate à corrupção, “a regionalização vai permitir maior cooperação entre os Municípios para dar escala e maior eficiência aos projetos de desenvolvimento, apoio social, cultura, ordenamento do território”.

Outro aspeto, não menos importante, foi o de dar a conhecer os cabeças de lista candidatos pelos partidos a deputados na Assembleia da República. Começámos pelo maior em termos de eleitores (Lisboa), ao mais pequeno (Portalegre). Pelo mais próximo (Porto), ao mais distante, (Madeira). Não foi tarefa fácil, isto porque alguns partidos limitaram-se a colocar apenas os nomes e pouco mais dos candidatos de alguns distritos. Se seguir a nossa página no Facebook, encontra mais distritos neste post.

No domingo, os eleitores vão votar. Pelo menos, é o que todos esperamos e, caro eleitor, não se deixe iludir pelas sondagens. Para o bem da democracia, se puder, (este “se puder” não é por acaso), vá votar. Se tiver que se deslocar, utilize os transportes que serão gratuitos em algumas cidades.

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