Na comissão parlamentar conjunta de Orçamento e Finanças e Economia, Obras Públicas, Planeamento e Habitação, no âmbito da apreciação do Orçamento do Estado para 2022 (OE2022), Pedro Nuno Santos, ministro das Infraestruturas, defendeu que a linha ferroviária de alta velocidade é um projeto “transformador para cidades como Leiria, Coimbra, Aveiro e Braga” e que vai beneficiar também “um conjunto de cidades no interior do país”.
Segundo o governante, a linha de alta velocidade, que vai ligar Lisboa e Porto numa hora e quinze minutos, é um projeto estruturante para o país, que vai mudar de forma radical a forma como as duas áreas metropolitanas [Lisboa e Porto] se relacionam”, acrescentando que a avaliação de impacto ambiental deverá estar concluída em 2023 e a empreitada em 2028.
De acordo com a informação do jornal O MINHO, o troço entre Porto-Aveiro e Aveiro-Soure (Coimbra) fará parte da primeira intervenção na linha, seguindo-se o desenvolvimento da ligação até ao Carregado (concelho de Alenquer, distrito de Lisboa). Posteriormente, numa segunda fase, está prevista a construção da ligação Porto-Vigo (Espanha), que Pedro Nuno Santos considerou “muito importante” devido à relação entre as duas regiões.
No que diz respeito à ligação entre Lisboa e Madrid, o ministro referiu que o itinerário ainda está a ser analisado.
