De acordo com o dados divulgados pelo Portal da Transparência, durante o mês de março, o número de utentes sem médico de família atingiu os 1,2 milhões, sendo que Lisboa e Vale do Tejo é a região onde existe mais falta de profissionais de saúde.
De facto, os profissionais do ramo da saúde admitem que este é um problema que se tem vindo a agravar nos últimos anos e que pode piorar ainda mais devido às baixas prolongadas e licenças de maternidade e paternidade.
Segundo Jorge Roque da Cunha, secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), “a falta de atratividade da região [de Lisboa e Vale do Tejo] tem deixado muitas vagas por preencher”, disse em declarações à SIC Notícias, acrescentando que os salários associados ao ramo da saúde condicionam a mobilidade de profissionais.
Já Nuno Jacinto, presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF) refere que existem muitos utentes para poucos médicos, fenómenos que faz com que os médicos de família estejam “inundados de tarefas”.
Em 2022, tal como EuroRegião já noticiou, a situação pode agravar-se com a reforma de mil especialistas, num ano em que o Executivo anunciou que foram preenchidas 160 vagas num concurso com 235 vagas na área de medicina geral e familiar.
