Ramiro Matos, jurista especializado em consultoria jurídica, reforça que “75% dos fundos [europeus] são para entidades públicas, apenas um quarto dos fundos vai para as empresas, e desses, cerca de três quartos vai para pequenas e médias empresas”, disse o advogado na “mesa redonda” que se realizou na segunda-feira (28/03), em Santarém, no âmbito do ciclo de conferências, EuroRegião Talks.
De acordo com o especialista em Direito Público e Comercial, para otimizar a utilização de fundos europeus, é necessário que as empresas e as pessoas conheçam os números e as conquistas alcançadas através destes apoios financeiros, acrescentando “as empresas têm de ter consciência de que têm de ter know-how para todas as fases da candidatura”, para evitar problemas como a exigência da reposição de fundos, alerta.
O jurista referiu ainda que “se por um lado as entidades públicas estão – teoricamente – mais bem preparadas para lançar as candidaturas e para a execução dos contratos, as Pequenas e Médias Empresas (PME) não estarão tão bem preparadas” para o processo, sendo por isso essencial a consultoria. “As entidades públicas estão ainda mais familiarizadas com as regras de contratação pública, algo que não acontece com tanta regularidade nas PME”, disse o especialista.
O EuroRegião Talks é um ciclo de dez conferências organizado pela YoungNetwork Group, detentora do jornal EuroRegião, que tem como objetivo apresentar e debater o estudo sobre o impacto dos fundos europeus nas regiões portuguesas. A primeira talk realizou-se em Santarém. Em breve será disponibilizada a próxima data.
