PCP CONFRONTA EUROPA PARA DEFENDER PRODUTORES DE SAL
A eurodeputada do PCP enviou três perguntas à Comissão Europeia relativamente às alterações no regulamento para a produção biológica de sal.
Redação
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29 de Março 2022, 12:31
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Sandra Pereira, deputada do PCP no Parlamento Europeu, questionou a Comissão Europeia (CE) relativamente ao regulamento “que fixa as regras relativas à produção biológica e à rotulagem dos produtos biológicos designadamente o sal marinho e outros sais utilizados para géneros alimentícios”.

As alterações na legislação preveem que o sal produzido em fábrica receba um selo biológico, mas de acordo com a Câmara Municipal de Castro Marim, caso seja aprovada “irá colocar em risco a economia do sal tradicional” e o trabalho dos produtores artesanais.

Em comunicado, o Partido Comunista Português afirma que “para o PCP, a defesa da produção nacional, mais concretamente, da produção de sal de elevada qualidade no nosso país, e em equilíbrio com meio ambiente, precisa de ser garantida”.

“Como é sabido, a produção de sal assume importância para várias regiões de Portugal, como o Algarve e Aveiro. Sendo que no Algarve ela assume particular expressão em Castro Marim” e “ao longo dos anos o PCP tem vindo a intervir na defesa deste sector, designadamente, para que o sal produzido em Castro Marim seja rotulado como produto biológico,” acrescentam.

Por esse motivo, a eurodeputada enviou três questões à CE, nomeadamente para confirmar a “possibilidade de virem a ser elegíveis para rotulagem como produto biológico técnicas de produção de sal com impactos ambientais negativos, como o sal de mina e de vácuo, cuja extração provoca destruição de ecossistemas e uso intensivo de água”, para apurar se “a proposta de incluir sais de mina e de vácuo está de acordo com os objetivos e princípios do Regulamento (UE) 2018/848” e “que medidas e apoios estão considerados para a defesa e promoção do sal enquanto produto biológico”.

Foto: GanMed

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