CASTRO MARIM PROTEGE PRODUTORES DE SAL JUNTO DA CE
A Associação de Valorização do Salgado de Castro Marim pede que a atribuição de selo biológico do sal se baseie nas melhores práticas ambientais.
Maria João Silva
Texto
9 de Março 2022, 17:00
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A Comissão Europeia vai aprovar a proposta que permite que o sal produzido em fábrica receba um selo biológico, mas os produtores de sal artesanal, através da Associação de Valorização do Salgado de Castro Marim, pedem a intervenção da autarquia no processo. 

Segundo a Câmara Municipal de Castro Marim, além de colocar em causa o trabalho dos produtores de sal artesanal, “esta legislação irá colocar em risco a economia do sal tradicional, levando a sérios prejuízos em relação à produção e à qualidade do sal artesanal produzido, mas também em relação à própria sustentabilidade da atividade e ao emprego gerado pela mesma”, refere o Município. 

De acordo com os trabalhadores do setor, em “Espanha, França, Itália e Grécia estão empenhados em travar o documento que está em cima da mesa em Bruxelas, pelo que é imperativo uma atitude por parte dos nossos representantes e responsáveis pela agricultura em Portugal com direito de voto na Comissão Europeia”. 

De forma a apoiar o processo, Filomena Sintra, vice-presidente do município, explicou que a autarquia está solidária com os produtores de sal portugueses, uma vez que o processo afeta a economia do território, onde existe uma das maiores comunidades de produtores do país.  

“A União Europeia tem caminhado para valorizar os produtos biológicos e a flexibilização da utilização do selo prejudica toda a certificação biológica”, concluiu. 

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