Apesar do projeto do Metrobus do Porto ter sido apresentado pela Metro do Porto, tal como o EuroRegião noticiou, a futura linha que deverá ligar a Casa da Música à Praça do Império, vai ser operada pela Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP), entidade que será também responsável pela gestão da infraestrutura.
O novo meio de transporte que será parte do sistema de transporte da Área Metropolitana do Porto e integrará o sistema de bilhética intermodal Andante, deve estar concluído no final de 2023. Em discussão esteve também a transferência para a empresa STCP Serviços, de competências de exploração e gestão do Terminal Intermodal de Campanhã, das Camélias e do Bom Sucesso, bem como do Funicular dos Guindais e de outros meios auxiliares à deslocação entre cotas e de parques de estacionamento.
Rui Sá, líder da bancada municipal comunista, defendeu que “a Câmara pode desempenhar essas funções”, realçando que a transferência da gestão destas empresas para a empresa de transportes do Porto provoca uma “duplicação de competências”.
Para o Bloco de Esquerda, o Terminal Intermodal de Campanhã “e a gestão integrada de outros equipamentos da área da mobilidade colocam novas exigências” e faz “todo o sentido que a STCP Serviços assuma estas novas responsabilidades”, destacou Rui Nóvoa, acrescentando que o partido “continuará a exigir uma melhor resposta da STCP”.
Agostinho de Sousa Pinto, do Partido Socialista, considerou que esta proposta é da “maior importância”, visão que é partilhada pelo deputado social-democrata, Miguel Côrte-Real, que vê na STCP uma entidade capaz de criar “mecanismos para gerir a mobilidade de forma global”. “Isto sim, é o que melhor serve a cidade. Esta parece ser uma medida positiva e um bom caminho”, concluiu.
