A dupla formada pelas empresas Alberto Couto Alves, SA e Alves Ribeiro, SA, venceu o concurso lançado pela Metro do Porto para a construção do canal de metrobus entre a Boavista e a Praça do Império. Segundo a informação avançada pelo Jornal Público, o consórcio pretende canalizar uma verba de 25 milhões de euros para a empreitada que deverá estar concluída dentro de 20 meses.
As duas entidades deverão ainda apresentar um projeto de execução para a linha de Bus Rapid Transit (BRT), nome cedido aos serviços de autocarro realizados em canal dedicado. O projeto tem financiamento assegurado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), o que exige que a obra esteja concluída nos próximos três anos.
O projeto contempla a adaptação de parte da avenidas da Boavista e da Marechal Gomes da Costa, e ainda construção de estações, projetadas por Siza Vieira. Mas, o seu traçado levanta algumas questões, já que o mesmo não passará por Matosinhos-Sul, como estava inicialmente definido no projeto para a Avenida da Boavista, nem pelo Campo Alegre, zona onde a implementação do projeto exigiria o corte de trânsito automóvel naquele eixo, que serve diversas zonas habitacionais e faculdades.
A nova linha, que passará pelo extremo da Praça do Império, o campus da Universidade Católica e o Museu de Serralves, necessita de um investimento de 66 milhões de euros, valor que inclui o material circulante e um posto de abastecimento de hidrogénio aberto a toda a comunidade.
Segundo a Metro do Porto, “a Linha Boavista – Império terá uma frequência de cinco minutos em hora de ponta e a ligação entre os seus dois extremos demorará apenas 15 minutos”, acrescentando que o percurso do metrobus terá oito quilómetros de extensão e deverá passar por oito estações: Casa da Música, Bom Sucesso, Guerra Junqueiro, Bessa, Pinheiro Manso, Serralves, João de Barros e Império.
