A Lotaçor, Serviço de Lotas dos Açores, revelou à Lusa que o júri recebeu duas propostas para a exploração da conserveira Santa Catarina, cuja dívida foi assumida pelo Governo açoriano: uma apresentada pela Pescatum – Conservas e Pesca, S.A. e outra de um “agrupamento concorrente constituído por Freitasmar – Produtos Alimentares, S.A. e Rogério Paulo Lopes Soares Veiros”.
Segundo a entidade, “nos próximos dias, os membros do júri prosseguirão no processo de análise e avaliação das propostas”, uma vez que a cessão da exploração é feita por um mínimo de cerca de 6,3 milhões de euros, que inclui o montante das rendas anuais a pagar durante pelo menos 10 anos e o valor a pagar pela compra, se for essa a opção do privado.
Em dezembro, na Resolução do Conselho do Governo onde foi autorizado o lançamento do concurso público, o executivo regional de coligação PSD/CDS-PP/PPM refere que a unidade fabril de Santa Catarina, S.A. “tem enfrentado uma desvantagem competitiva face às suas congéneres regionais, decorrentes do facto da sua detenção pública”, o que “inviabiliza a sua candidatura aos fundos comunitários destinados ao investimento na modernização da capacidade produtiva da unidade fabril”.
Por isso, o Executivo concluiu que “a melhor forma de alcançar esse objetivo será através do lançamento de um concurso público internacional”, explicou a entidade, acrescentando que os concorrentes terão de garantir a salvaguarda da unidade fabril, incluindo a gestão de marcas, e a manutenção dos postos de trabalho.
O Governo Regional dos Açores vai assumir a dívida bancária da conserveira Santa Catarina no valor superior a seis milhões de euros referentes a dívidas de financiamento a longo prazo, empréstimo a curto prazo, empréstimos para necessidades pontuais de tesouraria e crédito para pagamentos a fornecedores.
