José Grácio, presidente executivo da Trust Energy a principal acionista da Central do Pego, garante que a empresa ainda “não desistiu do projeto” de reconversão apresentado ao Governo para a central, que deixou este sábado (20/11) de usar carvão na produção de eletricidade.
Segundo o mesmo, o consórcio Tejo Energia, constituído pela TrustEnergy que detém 56%, e pela Endesa (com 44%), propôs ao Governo a conversão da central num Centro Renovável de Produção de Energia Verde, mantendo todos os postos de trabalho. “A Tejo Energia apresentou um novo projeto ao ministro do Ambiente em julho, como combinado, e ele nunca se pronunciou sobre o mesmo. Nunca explicou porque mudou de ideias e decidiu avançar para um concurso público, a quatro meses da data determinada [para o fim do carvão]. As explicações iniciais, de que havia um desentendimento entre os acionistas, não têm sentido”, afirmou o responsável da empresa em declarações à Lusa.
Tanto os acionistas como os trabalhadores da central consideram que “a melhor opção não será o desmantelamento da estrutura, mas o desenvolvimento de um ambicioso projeto de transição justa da Central Termoelétrica do Pego para um Centro Renovável de Produção de Energia Verde nas suas várias formas”, através do uso de “eletricidade, hidrogénio e outros gases renováveis a partir de diversas fontes primárias de energia local, como a solar, eólica e resíduos florestais”.
A Tejo Energia estima que a transformação da central implique um investimento faseado de 900 milhões de euros, e pretende candidatar-se aos apoios do Fundo para a Transição Justa e do Plano de Recuperação e Resiliência.
José Grácio sublinha que a iniciativa pretende constituir “um caminho sustentável e de futuro”, transformando a “ameaça” do encerramento numa “grande oportunidade para a região e para o país”.
