O Stone Cast, liderado pela Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo (ADRAL), ambiciona reinventar a extração de mármore, setor que “continua a ser fundamental para esta região”, mas “precisa de se reinventar e adaptar aos novos tempos”, referiu João Grilo, presidente da ADRAL.
Segundo o João Grilo, o projeto envolve os concelhos de Borba, Estremoz, Vila Viçosa, Alandroal, e Sousel, localidades que formam o anticlinal de Estremoz, uma das mais antigas e produtivas superfícies de extração de mármores a nível nacional.
De acordo com a mesma fonte, o Stone Cast pretende responder à questão dos subprodutos da exploração de mármore, um dos problemas do setor, e que têm um forte “impacto na paisagem e em termos ambientais”. “Através de novas tecnologias e novas soluções, queremos reduzir o impacto ambiental negativo da exploração, reutilizando os subprodutos em novos produtos que entrem no mercado”, informou João Grilo, também autarca de Alandroal, acrescentando que a uma das soluções passa por “transformar os subprodutos do mármore em papel, o chamado ‘stone paper’”, que é um produto “já testado, muito versátil e com capacidade de entrar no mercado de forma competitiva e resolver o problema das escombreiras”, apontou.
Além disso, o autarca refere também que a transformação tecnológica permite tornar o setor mais atrativo, passando a ser visto “como um setor amigo do ambiente e em linha com a economia circular”, uma vez que, até agora, “o ramo tem trabalhado de forma relativamente desordenada”, mencionou.
João Grilo defende que o Stone Cast permite ultrapassar os “problemas de legalização de pedreiras e de ordenamento do território”, acrescentando que o projeto já submeteu a sua candidatura ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
