Este fim-de-semana (12-14 de novembro), a freguesia de S. Teotónio, em Odemira, vai celebrar a interculturalidade no concelho através de um espetáculo com a participação da comunidade migrante e não-migrante. O espetáculo BOWING, de Madalena Victorino e André Duarte, em co-criação com Matilde Real, Pavel Tavares e Inês Melo, vai estar em exibição no Quintalão, às 19 horas.
“BOWING é o Nepal, a Índia, o Bangladesh, a China e outras culturas que habitam o interior e as ruas de S. Teotónio. BOWING é a vénia que os povos do Oriente usam para se cumprimentar, vergando-se com gentileza perante o outro. É também o gesto da coluna vertebral quando se inclina sobre a terra, para com ela travar as batalhas do silêncio, da aridez, da fertilidade”, pode ler-se no comunicado de divulgação do evento.
O espetáculo será dividido em dois momentos, o primeiro será um “ATLAS, pelas ruas e interiores da vila de S. Teotónio”, que convida o público a participar e, um segundo, no “TEMPLO de plástico”, isto é, uma estufa de agricultura intensiva, cuja terra é trabalhada por migrantes asiáticos, onde “os deuses serão invocados pela esperança, como força primordial que permitirá encontrar o desejo de futuro. A música, a palavra, a dança e a imagem serão os instrumentos de contágio. Através deles será cultivado um novo campo e uma comunidade que se abrirá aos abismos das vontades e das perguntas”.
“BOWING quer entrar em diálogo com o Oriente que respira no Sudoeste Alentejano, abrir portas às culturas e comunidades que, neste tempo, reescrevem a história da região. Aqui será mapeada a travessia pelos continentes da Hospitalidade, da Gravidade e da Incompreensão, e onde se tenta um verdadeiro encontro entre povos,” continua a nota.
A iniciativa é financiada pelo Plano Municipal de Integração de Migrantes – Odemira e pelo Fundo para o Asilo, a Migração e a Integração (FAMI).
