As três propostas finalistas para a construção da futura ponte entre Porto e Gaia são lideradas por gabinetes de engenharia e arquitetura portugueses. Segundo com a Metro do Porto, os finalistas têm até 18 de novembro para apresentar os projetos de construção da infraestrutura que, de acordo com os Municípios do Porto e Gaia, deve estar concluída até ao final de 2025.
A proposta classificada em primeiro lugar propõe a construção de uma ponte com “com efeito de arco, totalmente em betão, mas ainda assim leve e com o mínimo de apoios nas encostas”, pode-se ler na plataforma da autarquia do Porto. De acordo com a Câmara Municipal portuense, a proposta apresentada pelo consórcio liderado por Edgar Cardoso, Engenharia e Laboratório de Infraestruturas – gabinete responsável pela execução da Ponte da Arrábida – prima pela sustentabilidade, já que a proposta prevê “a instalação de painéis fotovoltaicos nos carris, que permitirão a iluminação da ponte”, lê-se em comunicado.
A iniciativa prevê ainda executar a empreitada em 970 dias, com um custo de 50,5 milhões de euros, orçamento onde se inclui a construção de escada e um elevador a servir a Rua do Bicalho e a Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto.
No segundo lugar ficou a proposta da Coba Consultores que, com um orçamento de 62,8 milhões de euros, prevê realizar a obra em 1001 dias. O projeto conta ainda com um arco de 16 metros de altura no seu ponto mais alto, sustentado por pilares metálicos, sendo os pilares nas encostas em betão.
A Betar Consultores arrecadou o terceiro lugar com um projeto que se centra na construção em pórtico e pilares inclinados assimétricos, estabelece um orçamento de 69,2 milhões de euros, e tem um prazo de execução de 1004 dias.
Segundo o autarca do Porto “todas estas propostas parecem adequadas em relação à expectativa que têm as nossas populações relativamente a uma ponte que é mais do que uma ponte”, afirmou Rui Moreira e, de acordo com Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da Câmara de Gaia, “qualquer uma das soluções mantém a tradição de termos sobre o Rio Douro não pontes, mas verdadeiras e icónicas obras de arte que valorizam as duas cidades”, refere.
A nova infraestrutura vai ligar o Campo Alegre ao Candal, passando pelas estações da Casa da Música e Santo Ovídio. A nova ponte e linhas vão ser financiadas pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
