O Connecting Europe Express, uma iniciativa no âmbito do ano europeu do transporte ferroviário 2021, chegou ontem ao seu destino final – Paris. A ideia era embarcar numa viagem de comboio pela União Europeia, partindo de Lisboa, e passando por 26 países. No total, o comboio fez mais de 120 paragens, e atravessou 33 fronteiras (percorrendo alguns vizinhos da EU).
Os objetivos eram vários, entre eles, promover o transporte ferroviário como o meio mais sustentável e seguro de viajar, e reforçar a necessidade de uma ação conjunta para completar a Rede Transeuropeia de Transportes (RTE-T) – a rede principal até 2030 e a rede global até 2050.
“O Connecting Europe Express foi um laboratório sobre rodas, revelando em tempo real as muitas conquistas da nossa Área Única Ferroviária Europeia e da nossa rede RTE-T para permitir uma viagem contínua através da União (…) um verdadeiro porta-bandeira para o transporte ferroviário europeu”, explicou Adina Vălean, Comissária europeia dos Transportes, na cerimónia de encerramento.
Andreas Matthä, Presidente da Comunidade Ferroviária Europeia e Empresas de Infraestruturas, considerou que “o Connecting Europe Express atingiu dois objetivos”. “Não só chegou ao seu destino final em Paris, mas, mais importante, destacou os desafios nos serviços de comboio transfronteiriços. Para que outro objetivo importante, o Acordo Verde, seja um sucesso, deve ser tão fácil conduzir um comboio pela Europa como conduzir um camião. Para isso, a ferrovia precisará de mais capacidade e novos investimentos em infraestruturas. As condições-estruturais devem ser adaptadas para criar condições equitativas entre todos os modos de transporte. Parabenizo e agradeço a todos os envolvidos neste projeto de grande sucesso”, disse.
Em comunicado, a Comissão revela que “irá propor alterações ao Regulamento RTE-T ainda este ano”, e lembra que a 16 de setembro, foi lançado um convite à apresentação de propostas no valor de 7 mil milhões de euros, no âmbito do Mecanismo Interligar a Europa (CEF), para projetos que visam novas, modernizadas e melhoradas infraestruturas de transportes europeias.
O Mecanismo de Recuperação e Resiliência também pode apoiar a modernização da infraestrutura ferroviária, ou projetos de infraestrutura relevantes, como aconteceu com a Ferrovia 2020.
