SINTRA É O CONCELHO COM MENOS MÉDICOS DE FAMÍLIA
A saúde foi um dos temas principais da última campanha eleitoral em Sintra, mas ainda não há soluções.
Redação
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29 de Setembro 2021, 12:20
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Em Sintra, a saúde esteve no centro da campanha para as autárquicas. Apesar de Basílio Horta, presidente da Câmara, há oitos anos, e reeleito no passado domingo (26/09), ter sublinhado que os investimentos do último mandato, incluindo cinco novos centros de saúde e um novo hospital de retaguarda, estão em andamento.

Na oposição, Ricardo Batista Leite, médico de profissão que até chegou a exercer no Amadora Sintra, e ganhou protagonismo televisivo durante a pandemia de COVID-19, destacou a falta de médicos de família no concelho.

Segundo dados disponíveis no portal do SNS, o Agrupamento de Centros de Saúde de Sintra é a zona do país com mais carência de clínicos de Medicina Geral e Familiar. São cerca de 83 mil as pessoas sem médico de família no concelho de Sintra.

Sendo este o segundo concelho com maior população do país, 400 mil pessoas, e inserido no distrito de Lisboa, a zona com maior carência a nível nacional de médicos assistentes, a falta de profissionais é um problema difícil de colmatar.

O investimento em infraestruturas tem sido grande. Recentemente, foi anunciado o projeto para um hospital de retaguarda com um custo superior a 72 milhões mil euros (50 milhões cedidos pela CMS e 22 milhões do PRR).

O novo hospital no bairro da Cavaleira, freguesia de Algueirão – Mem Martins, tem abertura prevista para 2023, para apoiar o hospital Fernando da Fonseca, sobrecarregado há vários anos.

“O Fernando da Fonseca foi previsto para 250 mil pessoas e está neste momento a atender mais de 500 mil. Portanto, era necessário que em Sintra houvesse um hospital que aliviasse o Fernando da Fonseca das urgências, das consultas, das cirurgias e dos cuidados continuados”, apontou Basílio Horta no anúncio dos trabalhos.

O futuro hospital de Sintra terá um serviço de ambulatório, consultas externas e exames, unidade de saúde mental, medicina física de reabilitação, central de colheitas e os meios complementares de diagnóstico e terapêutica, unidade de cirurgia de ambulatório com bloco de cirurgia e recobro e serviço de urgência básica para servir cerca 60 mil urgências. A Unidade de Convalescença com apenas 60 camas, mas conta com uma farmácia, uma unidade de esterilização e ainda de um espaço para ensino e formação. Fora do plano ficaram a maternidade, os serviços de ginecologia e de oncologia.

Há ainda um novo centro de saúde em Algueirão – Mem Martins, inaugurado no passado 25 de Abril como o maior do país.

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