O Ka’na’mata, criado por dois professores do primeiro ciclo, “é motivado pelo panorama que temos assistido nas últimas décadas, com o aumento do número de crianças institucionalizadas em creches, escolas e espaços educativos e recreativos, onde as crianças passam de uns para outros e no final do dia, destes para suas casas”, informam os autores Teresa Costa e Pablo Fasano.
“Maior parte do tempo das crianças é passado num espaço interior, confinado e higienizado, sendo que no tempo que passam ao ar-livre raramente consegue manter-se um contacto pleno com os elementos da natureza, os quais são cada vez mais raros nas nossas escolas, casas e cidades”, referem em comunicado enviado ao Jornal do Algarve.
Segundo as mesmas fontes, o cenário de sedentarismo e de falta de contato com a natureza “agravou-se ainda mais para algumas crianças com a chegada da pandemia internacional que vivemos desde 2020”. Assim, o Ka’na’mata pretende “estimular a capacidade criativa e promover o desenvolvimento integral, respeitando a identidade e o ritmo de aprendizagem de cada um” através de atividades artísticas que respeitem os recursos ambientais.
Experiências sensoriais com matérias orgânicas (terra, flores, folhas, etc.); Construção de abrigos; Esculturas com barro e madeira; Carpintaria adaptada; Pintura com pigmentos naturais; Artesanato com materiais naturais; Movimento criativo; Construção de brinquedos; Costura com materiais orgânicos; Escrita criativa; Leitura de fábulas, lendas e contos são algumas das atividades que o Ka’na’mata promove e realiza entre os mais jovens.
O projeto decorre aos sábados, entre as 10h00 e as 13h00, e nas pausas letivas do Natal, Páscoa e verão entre as 09h00 e as 13h00. O Ka’na’mata para escolas está disponível para os ensinos pré-escolar, primário e secundário, podendo a inscrição ser feita na plataforma digital da iniciativa.
