VIANA ESTUDA ACESSO FERROVIÁRIO AO PORTO DE MAR
A Câmara de Viana do Castelo vai estudar a possibilidade de criar uma nova ligação à infraestrutura marítima.
Maria João Silva
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6 de Abril 2022, 14:20
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Luís Nobre, Presidente da Câmara de Viana do Castelo, afirma que a construção de um acesso ferroviário ao porto de mar exige a realização de um estudo prévio que deverá estar pronto dentro de seis meses. “A Agenda do Mar 2030 identificou a necessidade de realizar um estudo prévio que explore as possibilidades de conexão ferroviária entre o porto de Viana do Castelo e um porto seco, num raio de distância a rondar os 10 quilómetros, num contexto que gerará maior otimização dos grandes investimentos em Viana do Castelo”, refere a proposta apresentada na reunião ordinária do executivo. 

O documento, que deverá ser assinado entre o município e a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana (APDL), refere que o processo “terá o valor máximo previsto de 40 mil euros”, tendo também sido acrescentado pela autarquia que “a articulação do porto com a ferrovia foi sempre um ponto muito discutido. Há quem a defenda, há quem seja contra. Uma coisa é certa. Hoje, definir-se a estratégia de um porto entronca com dinâmicas que, no passado, não existiam. Nomeadamente a lógica intermodal. É uma realidade que é preciso aprofundar e é isso que se pretende com este estudo, partilhando os seus custos”, explicou o edil. 

Segundo a mesma fonte, a empreitada “é emergente, mas que tem de ser feita com o devido tempo, sem andar em correrias”, realçando que se o estudo não foi realizado até ao final de 2022, “dificilmente será enquadrado no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), e também perdemos o barco do programa Portugal 2030”. 

Eduardo Teixeira, vereador do PSD, não concorda que metade do estudo seja financiado pela autarquia. “Todos os estudos são bem-vindos, o que não me parece tão correto assim é que a câmara tenha de pagar 20 mil euros, um dos pressupostos dos considerandos do protocolo. A câmara preside à assembleia geral da Comunidade Portuária, não tem de pagar este estudo”, sublinhou. 

Em resposta, Luís Nobre, esclareceu que a autarquia “quer estar neste processo, ser elemento ativo e decidir” para garantir o desenvolvimento adequado da infraestrutura e o cumprimento dos objetivos definidos no estudo prévio. 

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