VENDAS ONLINE DISPARAM NOS AÇORES E MADEIRA
O número de lojas portuguesas com vendas online disponíveis para as regiões autónomas dos Açores e da Madeira cresceu, mas as compras das ilhas são 140% mais caras.
Maria João Silva
Texto
17 de Maio 2022, 10:30
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Entre 20 de abril e 12 de maio, o número de lojas portuguesas com vendas online disponíveis para as regiões autónomas dos Açores e da Madeira cresceu em 70%. O fenómeno deve-se, em grande parte, ao fim da discriminação imposto pelo Governo, que obrigaque os comerciantes de bens e serviços entreguem nas Regiões Autónomas os mesmos produtos disponíveis no Continente. 

Segundo a plataforma KuantoKusta, antes da entrada em vigor da lei sobre a não descriminação, aprovada pelo Governo a 11 de março, apenas 14% das lojas do seu marketplace disponibilizavam envios para os arquipélagos. “É com muito otimismo que vemos esta adesão das lojas ao mercado dos Açores e da Madeira, não só pelos consumidores destas regiões, mas também pelas lojas que se abrem a um público mais vasto que quer comprar e quer ter mais opções”, destaca Ricardo Pereira, diretor de Marketing do KuantoKusta. 

No entanto, a mesma fonte refere que continua a existir uma discrepância de preços dos portes de envio praticados, dado que o preço médio dos envios no continente situa-se nos 2,21 euros, enquanto que para as ilhas esse valor sobe para os 15 euros. 

“Esta é uma realidade para a qual estamos atentos. Os custos logísticos para envios de encomendas – principalmente em artigos de grandes dimensões – não podem prejudicar ou marginalizar quase meio milhão de portugueses que reside nas regiões autónomas. Esta nova lei aponta na direção certa, mas ainda há muito a fazer do lado logístico para garantir aos arquipélagos uma oferta comercial mais justa e completa”, sublinha Ricardo Pereira.

Segundo a mesma fonte, desde a aplicação da nova lei, o carrinho médio de um comprador do território continental é de 62,95€ no KuantoKusta, enquanto o carrinho médio de compras para as ilhas é 140% mais alto (152,07€). 

“O consumidor das ilhas, face aos custos dos portes e à oferta local, por vezes mais limitada, acaba por aproveitar para realizar mais compras de uma só vez, o que pode trazer uma vantagem muito grande para os comerciantes escolhidos por estes compradores”,  concluiu. 

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