VALENÇA E TUI QUEREM SER UMA SÓ CIDADE
Valença e Tui querem ser reconhecidas como eurocidade, depois de terem passado a ser “um só povo”.
Maria João Silva
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11 de Fevereiro 2022, 19:00
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Em 2012, as cidades de Valença, no Alto Minho, e Tui, na Galiza, formaram uma eurocidade que agora querem ver reconhecida juridicamente.  

O início do processo foi formalizado através da assinatura de um protocolo de colaboração entre o Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) da Eurorregião Galiza – Norte de Portugal e os autarcas de Valença, José Manuel Carpinteira, e Tui, Enrique Cabaleiro. 

A sessão de celebração do décimo aniversário da parceria decorreu no edifício da antiga Alfândega de Valença, junto à centenária ponte sobre o rio Minho, que assegura a ligação entre as duas regiões. Para Enrique Cabaleiro, a escolha deste edifício para o evento “simboliza a evolução das relações de vizinhança. Hoje é um espaço de partilha e colaboração”, explicou. 

“Nós sentimo-nos uma única cidade. Sentimos necessidade não só de partilhar equipamentos, mas os serviços administrativos, sobretudo no âmbito sociossanitário”, frisou. 

Já José Manuel Carpinteira, presidente da Câmara de Valença, as duas cidades estão já a colaborar para atingirem objetivos comuns na próxima década e que projetos devem ser realizados pela eurocidade. 

“Estamos a desenvolver um estudo que vai estar pronto dentro de dois a três meses e será a base da estratégia da eurocidade para a próxima década. Entendemos que Valença e Tui formam uma cidade única. O rio Minho une-nos há muitos anos e agora cada vez mais”, destacou o autarca. 

Nuno Almeida, diretor do AECT da Eurorregião Galiza – Norte de Portugal, afirma que a colaboração das duas regiões tem como “objetivo principal dar apoio institucional à eurocidade e trabalhar num novo modelo institucional para a mesma, tem a duração de dois anos, estando prevista a sua prorrogação anual”, acrescentando que é urgente a “aprovação do estatuto do trabalhador transfronteiriço, bem demonstrada pela pandemia de covid-19”, que provocou o encerramento de fronteiras. 

Segundo Alfonso Rueda, vice-presidente da Junta da Galiza, que também este presente no evento, o documento vai acelerar e promover a cooperação transfronteiriça que, no anterior quadro comunitário, “mobilizou, só nesta zona, quase 60% de todos os projetos apoiados”, referindo ainda que no próximo quadro comunitário há “400 milhões de euros para potenciar a eurorregião que, estando numa esquina da Europa, deve cada vez mais colaborar em vez de competir”, concluiu. 

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