No ranking do Indicador Gastão da Cunha Ferreira (IGCF), as universidades do Norte ocupam as primeiras posições.
Num estudo realizado entre 2017 e 2021, a Universidade do Porto (UP) ocupou o primeiro lugar no estudo relativo à atividade de patenteamento internacional de invenções com origem em Portugal. Segundo o documento, de forma geral, a UP superou a Universidade do Minho (UM) e de Coimbra (UC), tendo sido apenas ultrapassada em 2020 pelo estabelecimento de Ensino Superior sediado na região do Minho.
O Indicador Gastão da Cunha Ferreira foi criado em 2014 e pretende analisar a inovação gerada em empresas nacionais e universidades, fundamental para potenciar o desenvolvimento científico-tecnológico e económico do país.
De facto, segundo o estudo, “este é ainda um dos grandes desafios no sistema nacional de inovação português – transferência da tecnologia gerada no ambiente académico para a indústria, de forma que sejam gerados novos processos e produtos, intensivos em conhecimento e protegidos por patente como salvaguarda da exclusividade”, pode ler-se no comunicado citado pela plataforma “Porto.”.
Em 2020, segundo o European Patent Office (EPO) dos 249 pedidos de patente europeia realizados por instituições portuguesas, pelo menos 23 (cerca de 10%) tiveram origem na Universidade do Porto. A Universidade do Minho, por sua vez, é aquela que regista mais pedidos de patente (20) a título individual, seguindo-se a A4TEC – Associação para o Progresso da Engenharia de Tecidos e Tecnologias e Terapias de Base Celular com 14 pedidos de patente, o INESC TEC com 12 pedidos e ainda a empresa tecnológica Saronikos Trading and Services e a Universidade de Évora, ambas com sete pedidos.
