TURISMO DO ALGARVE SOFRE COM FALTA DE TRABALHADORES
Os efeitos da falta de recursos humanos ultrapassam as consequências da pandemia ou da guerra na Ucrânia.
Redação
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24 de Março 2022, 13:00
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Segundo o presidente do Turismo da Região do Algarve (TRA), João Fernandes, a falta de trabalhadores é o principal entrave ao setor do turismo neste território, superando os efeitos da crise pandémica ou da guerra na Europa.

“Há cada vez menos jovens para mão de obra. Já não conseguimos trazer população do Alentejo, do Centro, do Norte, regiões que têm já turismo e fixam esses ativos. Há cada vez menos jovens a abraçar atividades operacionais, é legítimo, são mais qualificados. A solução é trabalhar com a imigração”, mas “quando há uma crise, a imigração, que muitas vezes nos ajuda a suprir estas necessidades de mão-de-obra, volta aos seus países e com o processo de regresso em 2022 é muito difícil de conseguir o volume de gente de que precisamos para trabalhar”, explicou em declarações aos jornalistas durante a BTL.

A pandemia já não é a principal preocupação dos empresários do setor porque “é uma situação já muito diferente da que já existiu”, considera João Fernandes.

Quanto à guerra na Ucrânia, segundo o responsável do TRA ainda é cedo para sentir os efeitos. “Sentimos por exemplo que a Turquia ou a Grécia estão a enfrentar dificuldades em alguns mercados pela proximidade com o conflito. Mas, no que nos diz diretamente respeito não sabemos qual será o impacto da guerra nos nossos mercados emissores e como o consumidor se vai comportar face a um aumento de preços na viagem e na estadia e a uma expetativa de passar por uma nova crise”, o que é “certo é que estamos com reservas muito elevadas em carteira, por exemplo no golfe, de março a maio e mesmo para a Páscoa e o Verão”, destacou.

Também as ofertas de trabalho a refugiados ucranianos, para colmatar as necessidades do setor, estão “a crescer”, o responsável lembra que “quem foge de uma guerra primeiro precisa de conforto, segurança e legalização”.

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