Numa entrevista ao Diário de Notícias, Ana Jacinto, secretária-geral da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), admite que a entrada no último trimestre de 2022 “pode conduzir a despedimentos e encerramentos”.
O mês de outubro significa menor circulação de turistas e redução no consumo, o que coloca em causa “a sustentabilidade dos negócios e a manutenção dos postos de trabalho”.
“Tradicionalmente é assim e neste momento tememos que possa atingir uma dimensão mais gravosa”, afirma a secretária-geral da AHRESP.
Os setores “motor” da economia portuguesa sofreram bastante com a pandemia da COVID-19 e preparam-se agora para enfrentar novos constrangimentos relacionados com a guerra na Ucrânia.
“A forte retração no consumo, a par da inflação galopante, subida dos custos de energia, combustíveis e juros, escassez de trabalhadores” são fatores que preocupam a líder da associação.
