Diogo Moura, vereador da Câmara de Lisboa com o pelouro da Cultura e Relação com as Freguesias, anunciou esta terça-feira (08/02) que as festas de Santo António vão regressar este ano, com o tema da celebração dos 100 anos do nascimento de Amália Rodrigues.
“Percebemos que todos vamos ter que correr riscos, […] com a consciência de que queremos mesmo fazer as festas”, contudo, “só será se a situação pandémica piorar muito, só se tivermos uma nova variante que venha com mais força, uma variante que venha impossibilitar a realização de eventos de grande massa” é que os festejos poderão ser cancelados, ou decorrer segundo um plano alternativo, explicou o autarca em declarações à Lusa.
Segundo o mesmo, “é extremamente importante que as Festas de Lisboa ocorram”, e sejam “na medida do possível iguais a uma situação normal”, uma vez que fazem parte da “identidade e tradição” e são “uma lufada de ar fresco para as coletividades e associações”.
Quanto ao tema que serve de mote ao concurso das marchas, a decisão foi recuperar a comemoração dos 100 anos do nascimento da fadista Amália Rodrigues, prevista para 2020, devido ao investimento já realizado pelas coletividades.
O objetivo é que as marchas cumpram a tradição de descer a Avenida da Liberdade, “com a maior normalidade, mas com toda a segurança”, contudo, Diogo Moura garante que estão a ser estudadas alternativas como a atuação no Altice Arena, com lugares marcados, caso a evolução da pandemia obrigue ao agravamento das restrições.
Existem ainda “vários planos previstos, planos de contingência com as entidades competentes, envolvendo as juntas de freguesia, envolvendo os organizadores de arraiais, para obviamente evitar ao máximo que haja ajuntamentos” e, nesse sentido, a Câmara quer “perceber consoante as zonas da cidade” quantos arraiais poderão ser realizados, “tendo em conta o espaço público diminuto”, e as regras a aplicar.
