Segundo um estudo publicado na revista científica Journal of Neurology Neurosurgery & Psychiatry, os antigos jogadores de Rugby têm mais probabilidade de desenvolver doenças como Parkinson, demência e lesões do neurónio motor.
A equipa de investigadores da Universidade de Glasgow provou que o risco de Parkinson em ex-atletas desta modalidade é três vezes maior. O estudo envolveu 412 ex-jogadores internacionais de Rugby, que disponibilizaram o seu histórico de saúde e a sua posição em campo, e 1236 membros da população em geral que não praticavam o desporto.
Os dados de cada participante foram analisados durante 30 anos e concluiu-se que 121 (29,4%) ex-jogadores de Rugby e 381 (30,8%) membros da população geral faleceram.
O estudo também originou resultados surpreendentes – os jogadores de Rugby, apesar de terem um risco mais elevado, vivem mais do que a população geral (em média chegam aos 79 anos). No entanto, durante o acompanhamento, 47 (11,4%) ex-atletas da modalidade foram diagnosticados com doenças neurodegenerativas.
Os impactos na cabeça e lesão cerebral traumática durante os jogos e treinos de Rugby podem estar na origem da doença nos praticantes deste desporto.
