O projeto MENU (Marine macroalgaE alternative recipes for a daily NUtritional diet) desenvolveu várias receitas para refeições pré-cozinhadas, rápidas, e com elevado valor nutricional, aproveitando as macroalgas da costa portuguesa.
No variado leque de pratos salgados e doces constam arroz com algas, frango com algas, sopas e molhos, gelatinas de framboesa e morango, pudins de vários sabores, compotas e arroz- doce.
O objetivo é aproveitar todas as propriedades destas verduras do mar, conhecidas, por exemplo, pelas suas propriedades antivirais, antibacterianas, antidiabéticas, antioxidantes e anticancerígenas, entre outras.
Esta iniciativa das Universidade de Aveiro e Universidade de Coimbra, em parceria com duas empresas, poderá chegar ao mercado já no próximo ano.
A equipa do projeto está também a trabalhar em películas à base de macroalgas que poderão aumentar o tempo de conservação de alimentos como carne, peixe e fruta, podendo ser consumidas diretamente com o produto que revestem.
“Conhecendo o elevado valor nutricional e as bioatividades das macroalgas, que apresentam muitos benefícios para a saúde humana, a nossa aposta é utilizar a alga como um todo de modo que os nossos produtos tenham todas as biopropriedades, garantindo assim os efeitos benéficos para os consumidores”, afirmou Ana Marta Gonçalves, do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (MARE) da UC, à imprensa.
Segundo a mesma, a resposta dos consumidores em workshops de degustação, realizados com participantes dos 17 aos 77 anos, foi muito positiva. “Gostaram bastante, demonstrando interesse, especialmente no que respeita aos benefícios para a saúde, e destacaram o sabor e textura agradáveis”, disse.
Este projeto é financiado pelo Fundo Azul, um mecanismo de incentivo financeiro da Direção-Geral de Política do Mar destinado a apoiar a investigação científica, e procura dar resposta aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, promovendo a produção e consumo de produtos sustentáveis.
