Vladimir Putin, presidente da Rússia, anunciou hoje (21/09) que vai avançar com uma nova “mobilização militar parcial” que entra esta quarta-feira em vigor.
De acordo com o líder russo, “apenas os cidadãos que se encontram atualmente na reserva e, sobretudo, aqueles que serviram nas Forças Armadas, têm certas especialidades militares e experiência relevante, serão sujeitos a alistamento”, acrescentando que vai avançar com a medida para proteger “o povo russo nas terras libertadas” e “defender a soberania e integridade territorial da Rússia”, explicou o governante russo no seu primeiro discurso aos cidadãos desde o início do conflito militar na Ucrânia.
Vale a pena recordar que este anúncio surge poucos dias antes dos territórios separatistas pró-russos da região de Donbass, na Ucrânia, se reunirem para debater a anexação à Rússia. “O nosso objetivo é libertar o Donbass”, referiu Vladimir Putin durante o seu discurso, mencionando que Lugansk está “livre de neonazis”.
“Quero dizer ao Ocidente: temos muitas armas em nosso poder, não estamos a fazer bluff. O nosso país também tem meios de ataque, mais modernos do que a NATO. Garantiremos a integridade territorial da nossa terra-mãe, a nossa independência e a nossa liberdade, repito, com todos os meios de que dispomos”, rematou.
O discurso de Putin foi transmitido em televisão durante 14 minutos e encerrou com um pedido de apoio: “O vento pode mudar e soprar contra eles [Ocidente]. Confio no vosso apoio”, concluiu.
