PRR: PARTE DOS FUNDOS PARA A CULTURA SÓ VÃO SER APLICADOS EM 2024 E 2025
O Plano de Recuperação e Resiliência vai canalizar 93 milhões de euros para as Redes Culturais e Transição Digital, mas as verbas só vão ser aplicadas em 2024 e 2025.
Redação
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17 de Dezembro 2021, 13:00
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No próximo ano, a verba disponibilizada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e para a Transição Digital do setor da cultura será de 15,3 milhões de euros (ME). Segundo Fernanda Heitor, diretora-geral do  Gabinete de Estratégia, Planeamento e Avaliações Culturais (GEPAC), apesar da maior verba estar disponível em 2023 (42,9 ME), a maioria das medidas só vai ser concretizada a partir do quarto trimestre de 2024 (24,6 ME) e em 2025 (9,7 ME). 

No quarto trimestre de 2022 está prevista a modernização tecnológica do Arquivo Nacional da Imagem em Movimento (ANIM) e a criação da plataforma de empréstimo de livros eletrónicos de cerca de 300 bibliotecas públicas. Em 2023 parte do investimento vai ser direcionado para a tradução da obra “Os Lusíadas”, de Luís Vaz de Camões, nas línguas oficiais da União Europeia. 

Segundo Fernanda Heitor, “aquisição de equipamentos informáticos, bibliotecas itinerantes ‘online’ e sistemas de informação e catálogos integrados em 239 bibliotecas públicas” só avançará em 2024. Já o processo de instalação da “cobertura de ‘wifi’ em 50 monumentos, palácios e monumentos”, a  “aquisição de equipamento de projeção digital de cinema e de vídeo imagem e tecnologia para 155 teatros, cineteatros e centros de arte contemporânea públicos”, e a modernização tecnológica dos laboratórios de conservação e restauro só deverá ser concretizada em 2025. 

Para esse ano estão também calendarizadas a digitalização de 19,5 milhões de documentos da Direção-Geral do Livro, Arquivos e Bibliotecas, de acervos de museus sob a gestão pública e a criação de visitas virtuais em 65 desses espaços museológicos. 

O apoio à tradução de obras literárias, à edição de ‘audiobooks’ e ‘ebooks’, e à transição digital das livrarias, a digitalização e virtualização de coleções públicas e o apoio financeiro à tradução e edição de obras literárias também está agendada para 2025. 

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