Fernando Medina, ministro das Finanças, disse hoje que as medidas para mitigar o aumento do preço da energia resultarão numa poupança, para os consumidores, de cerca de 815 milhões de euros na conta da eletricidade e do gás.
Segundo o governante, este valor contempla períodos temporais diferentes para a eletricidade e para o gás. Assim, e no caso da eletricidade, a poupança estimada é até ao final do ano, período durante o qual deverá ascender a 500 milhões de euros. Já no setor do gás, estima-se que as medidas resultem numa poupança de 315 milhões de euros, no espaço de um ano, sendo este valor calculado numa base em que apenas metade dos clientes mudam para o regulado.
“[Através] do mecanismo ibérico de eletricidade – em que se desacoplou o preço da eletricidade do preço do gás – entre 15 de junho e 15 de agosto o benefício que se extraiu para os consumidores foi de 150 milhões de euros”, disse o ministro das Finanças.
Assim, até 31 de dezembro, estima-se que este mecanismo “poupará aos consumidores portugueses 500 milhões de euros na sua fatura”, disse o governante, precisando que o mesmo equivale a dizer que “são 500 milhões de euros que não estarão nas contas das companhias elétricas, que não estarão nos lucros não esperados”. Do lado do gás, detalhou o ministro, com a abertura da tarifa regulada, “se considerarmos os aumentos de preço previstos e anunciados no mercado liberalizado comparado com os preços do regulado, já com aumentos anunciados e assumindo a passagem de todos os consumidores, o ganho que haverá é de 630 milhões de euros”, ou de 315 milhões de euros assumindo que passam metade, explicou.
