PREÇOS DA ENERGIA DISPARAM, MAS VON DER LEYEN DIZ TER SOLUÇÃO
O dia começou com uma subida abruta no valor dos contratos de gás natural, mas segundo a presidente da Comissão Europeia o trabalho para rever a situação “já está em andamento”.
Redação
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22 de Fevereiro 2022, 19:00
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De acordo com os dados da plataforma ICE, o valor dos contratos de gás natural, usados como referência pelas empresas de energia europeias, começaram o dia de hoje (22/02) com uma subida de 8% na sua cotação, o que representa um valor de 80 euros por megawatt hora (MWh).

No âmbito da Conferência de Segurança realizada em Munique, para discutir a ameaça na fronteira entre a Ucrânia e a Rússia, a presidente da Comissão Europeia (CE), Ursula von der Leyen, destacou o perigo de “depender tanto de um fornecedor de energia que ameace iniciar uma guerra” na Europa.

Na opinião da responsável da União Europeia (UE), a empresa russa, Gazprom, “está deliberadamente a tentar armazenar e distribuir o mínimo possível [de energia] enquanto os preços e a procura estão a subir vertiginosamente”, algo que considera “um comportamento estranho para uma empresa”, sugerido a possível pressão do Kremlin.

“O Kremlin não está apenas a tentar minar toda a arquitetura de segurança europeia, os princípios [dos acordos] de Helsínquia, que tornaram todos os países europeus mais seguros, incluindo a Rússia. Também está a violar a Carta da ONU, onde afirma que os países “se absterão da ameaça ou do uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer estado”. Não podemos deixar isso acontecer”, continua.

Nesse sentido, Ursula von der Leyen promete “um pacote robusto de sanções financeiras e económicas, incluindo em matéria de energia e tecnologia de ponta” e a “diversificação” dos fornecedores de energia.

“Este trabalho já está em andamento. Entrámos em contato com nossos parceiros e amigos em todo o mundo. E hoje, posso dizer que, mesmo em caso de interrupção total do fornecimento de gás pela Rússia, estamos do lado seguro [da Europa] para este inverno. E a médio e longo prazo, vamos duplicar as energias renováveis. Isto aumentará a independência estratégica da Europa em matéria de energia”.

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