PORTUGUÊS VAI DESVIAR ASTEROIDE A CAMINHO DA TERRA
Através de um docente e investigador, a Universidade de Évora vai fazer parte de um projeto internacional para estudar e desviar um asteroide.
Redação
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20 de Dezembro 2021, 15:10
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“Um meteorito de um quilómetro arrasa uma área de 100 quilómetros, desencadeia sismos e tsunamis em vários pontos do globo e dispersa poeiras capazes de alterar o clima e destruir parte da vida na Terra”, explica a Universidade de Évora (UE), o estabelecimento de ensido de Rui Melício, professor e investigador do projeto “NEO-MAPP/ESA – missão HERA”. 

Felizmente, segundo os especialistas, é possível detetar a colisão de meteoritos com dez anos de antecedência, e existe uma margem de  quatro a cinco anos para missões específicas. Este é o caso da iniciativa a NASA e da Agência Espacial Europeia, com a participação do docente da UE. 

De acordo com a Universidade de Évora, o projeto “NEO-MAPP/ESA – missão HERA” pretende aprofundar o conhecimento e informação sobre o asteróide Didymos e a sua lua Didymoon e alterar a sua rota. Para alcançar esse objetivo, já foi lançado um foguetão em missão de Teste de Redireccionamento de Asteróide Duplo (DART) para tentar mudar a trajetória do asteróide binário Didymos, que se encontra a 11 milhões de quilómetros da Terra. 

Segundo a União Europeia, a missão pretende “gerar um impacto a 25 mil quilómetros por hora contra o asteróide binário Didymos (o asteróide Didymoon de 170 metros de diâmetro que orbita em torno do Didymos de 780 metros)”, o que “acabará por influenciar a trajectória do elemento maior do par”, explicou a Agência Espacial Europeia em comunicado 

A mesma fonte referiu que o resultado da missão deve ser conhecido em 2026 e que os efeitos do mesmo vão ser acompanhados através da missão HERA, levada a cabo pela ESA, contando com “um instrumento automático”, criado em Portugal, que vai “auxiliar na navegação, recolher dados para reconstruir o perfil destes asteróides e apurar que elementos contém o seu interior”. 

Para Rui Melício, o mais importante será  o contributo para o conhecimento sobre os asteróides, para a engenharia aeroespacial em Portugal e para a aposta da União Europeia no aeroespacial”, afirma. 

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