Após a reunião extraordinária do Conselho de Ministros, que decorreu de forma eletrónica, e no qual foi aprovada “a resolução que concede proteção temporária a pessoas deslocadas da Ucrânia em consequência da situação de guerra”, Mariana Vieira da Silva revelou que Portugal tem disponibilidade para receber cerca de mil refugiados da Ucrânia.
Segundo a ministra de Estado e da Presidência, “[segunda-feira] foi um dia de muita disponibilização de oferta de alojamento e, portanto, o número que temos hoje, neste momento, é capacidade para acolher 1.245 pessoas. É uma evolução muito significativa”, referiu, acrescentando que o Governo está a “trabalhar com diversas instituições, com as câmaras e com a sociedade civil para ter uma lista de alojamentos já disponível”.
“Neste momento, o esforço de resposta está concentrado nos centros nacionais de apoio à integração de migrantes. Eles são três a nível nacional e já hoje trabalham com os diferentes serviços públicos nesta resposta e pareceu-nos por isso ser a primeira frente desta resposta. Naturalmente ela poderá ser escalada e à semelhança do que aconteceu no passado, se sabemos que há um voo com muitas pessoas a chegar, os serviços dirigem-se ao aeroporto e é lá mesmo que procuram dar esta resposta”, explicou.
De acordo com a mesma fonte, as equipas móveis deslocam-se “aos locais de chegada quando são eles são organizados e em número significativo” e há depois “uma resposta no território nacional, em Lisboa, no Porto e no Algarve, que já está a ser organizada nestes centros que já hoje reúnem muitos destes serviços públicos”, esclareceu.
Já Francisca Van Dunem, ministra da Administração Interna, referiu que esta não é “propriamente uma situação inédita”, uma vez que o sistema já foi aplicado em 1999, na crise do Kosovo e num outro período relativo à Guiné Bissau.
