PORTUGAL SUPERA A UNIÃO EUROPEIA NO TELETRABALHO
Portugal tem quase o dobro dos trabalhadores em teletrabalho face à média europeia. Helsínquia foi a região que mais aderiu à modalidade.
Redação
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24 de Setembro 2021, 12:00
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A pandemia apresentou o teletrabalho como uma medida de resposta à Covid-19, garantindo o distanciamento social. De acordo com um estudo do Eurostat, em média, 12% dos trabalhadores europeus com idades entre os 20-60 anos estavam a exercer as suas funções laborais a partir de casa, superando em grande escala a média de 6% da última década.

Na União Europeia, Helsínquia, capital da Finlândia, é a que apresenta a média mais elevada de adesão ao teletrabalho (37%). A província belga, Brabant Wallon (27%), e Bruxelas (26%) ocupam o segundo e terceiro lugares, respetivamente.

Portugal consta na lista com a Área Metropolitana de Lisboa representada por 23% dos trabalhadores entre os 20-60 anos de idade que aderiram ao trabalho remoto . Vale a pena realçar que o teletrabalho foi também uma das prioridades de Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). O Governo regulamentou o trabalho nas plataformas digitais e atualizou o enquadramento legal do teletrabalho.

“As principais preocupações das autoridades portuguesas neste âmbito prendem-se com assegurar uma adequada regulação das novas formas de trabalho no âmbito da economia digital, nomeadamente o trabalho nas plataformas digitais, cuja expansão está frequentemente associada a novas formas atípicas de emprego, a massificação súbita do trabalho remoto enquanto medida de contenção do contágio por COVID-19 e as dinâmicas de criação e destruição de emprego no contexto das transições digital e ecológica, bem como o potencial agravamento das assimetrias de género no mercado de trabalho que podem decorrer destas transformações”, lê-se no relatório da reestruturação de reformação e investimentos.

A Croácia, Chipre, Letónia e Bulgária, mas também a Hungria, Roménia – exceto a capital – e Grécia são os países que menos aderiram e desenvolveram o teletrabalho, durante a pandemia. Nestas regiões apenas 5% da classe trabalhadora exerceu as suas funções a partir de casa, em 2020.

 

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